Gênese Sertaneja: A Interconexão Cultural do Museu Regional de Arte e Museu Casa do Sertão

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Acontece no CUCA – Centro Universitário de Cultura e Arte, a Exposição Gênese Sertaneja: A Interconexão Cultural do Museu Regional de Arte e Museu Casa do Sertão / UEFS, unindo num só espaço, sensibilidade e subjetividade artística. Representam-se na articulação dos acervos de mobiliário raro; ornamentos; instrumentos; indumentária; pinturas; esculturas e fotografias; registros estéticos da sociedade e da Cultura Nordestina.
A mostra que remonta origens institucionais do Museu Regional de Arte – MRA (fundado há 51 anos como o primeiro museu do interior do estado) e do Museu Casa do Sertão – MCS, (que em 2018 completa 40 anos de existência) simboliza ainda, o inicio de uma nova etapa para atuação Museus Universitários da UEFS. Ao antecipar o papel pedagógico e colaborativo da Rede de Museus UEFS, segue-se uma tendência de atuação referendada no campo museal pelo Conselho internacional de Museus – ICOM e pelo Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM de fomento, articulação e visibilidade a acervos e públicos.
Destacam-se na exposição: o painel “vaquejada” autoria de Juraci Dórea, elaborado e doado em dois momentos pelo artista (quando da inauguração do Museu Casa do Sertão 1978 e em 2018 reelaborado em suporte de tela); a Xilogravura “Pilão de Milho” do poeta e cordelista Franklin Maxado, ex-diretor do MRA e do MCS; Audiovisuais; e pinturas como “O Cangaceiro” de Aldemir Martins e “Pastoral” de Floriano Teixeira, datadas da década de 1960.
Paralelo a mostra, ainda é possível interagir com uma intervenção do artista Luiz Natividade denominada NATI-XILO. Nela a atenção do visitante é arrebatada pela instalação de mais de 100 xilogravuras, dispostas subversivamente nas paredes do museu. Reacendem-se discussões sobre as expressões artísticas da Xilogravura e do Cordel. O artista é natural de Junqueiro em Alagoas e se estabeleceu na Bahia. Cursou Artes Plásticas na Escola de Belas Artes UFBA, sem nunca relegar suas raízes de artesão, desde a tenra idade. Agitador cultural desenvolve o Projeto Natividade de Xilogravura em que são ministrados cursos, palestras, exposições e autoria de cordéis. Na abertura serão realizados experimentos com o público presente.
Fica o convite a interagir no/com o sertão.

AGENDAMENTO ESCOLAR ESPECIAL

Vernissage
23 de Março 2018 ás 15:00 h.
Exposição
23 de Março à 10 de junho de 2018
Visitação segunda a sexta 8:00 h às 12:00 h; 14:00 h às 18:00 h.
Endereço: R Conselheiro Franco 66, Centro Feira de Santana Ba.

mra.cuca@uefs.br.

foto: Hortência Sant´Ana
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Foto: Hortência Sant´Ana

Março no MRA

MARÇO NO MRA: Arte e Protagonismo Estético

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MARÇO NO MRA: Arte e Protagonismo Estético
O mês de março abre os trabalhos expositivos de 2018 no MRA com instigantes pautas artísticas que oportunizam o contato do visitante com diferenciadas óticas estéticas sobre nossa sociedade.
Exposição Cículo de Cura, Alegria e Leveza da artista visual Joelma Morbeck. No dia 1º acontece a vernissage em que a artista apresenta no Átrio do MRA, um painel interativo sobre suas diferenciadas técnicas de pesquisa e utilização de matéria orgânica e energética para a composição estética de mandalas. Com trabalho reconhecido nacionalmente é a primeira vez que ocupa as instalações do Museu Regional de Arte para refletir sobre renovação energética, esperança holística e comunicação estética.
Exposição A Representação Feminina no Acervo MRA. No mesmo período o público pode interagir com uma seleção ímpar de peças composta pelos distintos acervos do MRA, em que se lançam olhares sobre a representação da natureza feminina. A recorrência a questão em comum: o universo da mulher apresenta o ponto alto da mostra, uma vez que a diversidade do tema entra em evidência e remete o observador a se deparar com dúvidas simplórias, provocações psicológicas, sociais, materiais, ou como diria Clarisse Lispector, “nas epifanias” que o mesmo suscita. Destacam-se na mostra as obras da Coleção Inglesa, doadas por Assis Chateaubriand, Moça Florida de Alan Reynolds e uma das faces da pintura de John Kiki intitulada Jane Avril. A Mulata de Di Cavalcanti, e a gravura Cenas de Feira de Santana, de autoria de Carybé, simbolizam na exposição referência ao Movimento Modernista Brasileiro e Baiano. Artistas locais como Graça Ramos (Mulher na Rede) e Pedro Roberto (Mulher com Estola) complementam a seleção.

As mostras ficam em cartaz de 22 de fevereiro a 19 de março de 2017.

Vale conferir e se encantar.
Segunda a sexta 8:00 h às 12:00 h; 14:00 h às 18:00 h.
Rua Conselheiro Franco 66 Centro.

Contato: 75 32219611 mra.cuca@uefs.br

Segunda edição do Resenha Cine MRA

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Primor e brilho. Três filmes tiveram destaque na segunda edição do Resenha Cine MRA com a participação do Professor Silvério Duque. Licenciado em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana, atua como docente de Literatura Brasileira, como crítico literário e poeta. É autor de cinco livros de poesia: “O crânio dos Peixes”, “Baladas e outros aportes de viagem”, “A pele de Esaú”, “Ciranda de Sombras” e “Do Coração dos malditos”.

Os filmes que serviram para o debate foram três, numa proposta de análise a partir de Freud. Diante do título Belezas de um Filme Freudiano – UM BREVE PANORAMA PSICANALÍTICO DO CINEMA AMERICANO EM TRÊS ATOS, Silvério conversou sobre os filmes Cisne Negro, Mary & Max e Vicky Cristina Barcelona.

Dirigido por Darren Aronofsky, o Cisne Negro é um filme de 2010. O debatedor trouxe visibilizadade às belezas agônicas delineada por esse diretor e que estão presentes do supracitado filme, abordando como a protagonista desenvolve suas pertubações durante o processo de amadurecimento.

Adam Elliot, na leitura de Silvério, trouxe o foço das improbabilidades ou os abismos sucessivos em Mary & Max. 

 

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O Colégio Estadual Luiz Viana Filho estabeleceu um profícuo diálogo para fruição do patrimônio a partir de leituras protagonistas entre o MRA e a Fundação Hansen Bahia. A equipe sintetiza de maneira proveitosa o ensejo das discussões contemporâneas sobre patrimônio, não só para falar de identidade cultural, mas principalmente, para enfocar a necessidade de políticas de incentivo ao reconhecimento e valorização de nossa memória, condição primordial para construção do futuro. Saudações a brilhante equipe. O Museu Regional de Arte se coloca enquanto parceiro tanto do Luiz Viana quanto das demais unidades escolares de Feira e Região, no intuito de pautar o patrimônio enquanto conteúdo interdisciplinar de conhecimento e vivencias.

Conheça o trabalho aqui

#ceciliaboaventura  #Colégio Luiz Viana #mra #Fundação Hansen Bahia

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O Colégio Estadual luiz Viana Filho estabeleceu um profícuo diálogo para fruição do patrimônio a partir de leituras protagonistas entre o MRA e a Fundação Hansen Bahia. A equipe sintetiza de maneira proveitosa o ensejo das discussões contemporâneas sobre patrimônio, não só para falar de identidade cultural, mas principalmente, para enfocar a necessidade de políticas de incentivo ao reconhecimento e valorização de nossa memória, condição primordial para construção do futuro. Saudações a brilhante equipe. O Museu regional de arte se coloca enquanto parceiro tanto do Luiz Viana quanto das demais unidades escolares de Feira e Região para pautar o patrimônio enquanto conteúdo interdisciplinar de conhecimento.

Conheça o texto das Narrativas


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90 anos de Escola Normal de Feira de Santana

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Fotografia do prédio da Antiga Escola Normal, atual Museu Regional de Arte. Reprodução: Facebook.
Fotografia do prédio da Antiga Escola Normal, atual Museu Regional de Arte. Reprodução: Facebook.

No ano de 1935 passou a ser denominada Escola Normal Rural de Feira de Santana, mudando, em 1949, a sua nomenclatura para Escola Normal e Ginásio Estadual de Feira de Santana, agregando cursos ginasiais sem trazer prejuízos ao ensino normal. Em 1943, a instituição foi transferida para o 1º andar da Prefeitura Municipal, devido a ocupação do prédio pelas Forças Militares durante a Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, a instituição desenvolveu-se para a criação do que viria a ser o Colégio Estadual de Feira de Santana e, em 1962 (24 de fevereiro), o Instituto de Educação Gastão Guimarães, atendendo a uma proposta da Câmara dos Vereadores Municipais.

A professora Ione Celeste escreveu  um livro discutindo a importância da Escola Normal e de suas alunas: as normalistas. Com o título Garotas Tricolores, Deusas Fardadas: as normalistas em Feira de Santana,  a autora discute sobre  processo de escolarização massificador que ocorreu na sociedade brasileira, durante a primeira metade do século XX.

Referências:
CRUZ, Antônio Roberto Seixas. Mestras e mestres para o sertão: criação e funcionamento da Escola Normal de Feira de Santana.
LIMA, Soraya Maltez Carvalho. Registro das transformações do prédio da rua Conselheiro Franco, 66.
Amanda da Silva Borges e Wíllivan do Carmo Santos

 

 

Meio século, uma nova proposta

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resenha cine mra logo

Na última quarta-feira, 26 de abril de 2017, a partir das 18:00 horas, aconteceu a primeira edição do mais novo projeto do Museu Regional de Arte. O RESENHA CINE MRA, em sua primeira edição, contou com a colaboração da Professora Doutora Ana Maria Carvalho dos Santos na qualidade de debatedora para discutir a representação da Ditadura-Civil Militar no filme O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS.

A supracitada professora possui doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco, obtendo o título em 2008; mestrado em História pela Universidade Federal da Bahia em 2000; Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana no ano de 1991 e graduação em Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Feira de Santana em 1987. Atualmente é professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana, com  experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: modernidade, modernização, cidade, cotidiano, recôncavo sul, propriedades agrárias na Bahia do século XIX, ditadura civil-militar.

Com direção de Cao Hamburger, O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS é um drama brasileiro que, em 110 minutos, conta a história de um garoto de 12 anos que tem o seu cotidiano abalado pelas férias , inesperada, dos seus pais. A história se passa em 1970, ano do tricampeonato da Seleção brasileira e de fortes repressões do regime militar.

Nesse cenário, em 1967, nasce  o Museu Regional de Arte na cidade de Feira de Santana, interior da Bahia. A década de 1960 foi um período de intensas transformações na sociedade feirense, pois os grupos de intelectuais, artistas e políticos percebiam que a cidade crescia e se industrializava rapidamente, o que provocava entusiasmo e preocupação. Tanto os adeptos da modernização como os defensores da cidade tradicional acreditavam, porém, que a criação de um museu em Feira de Santana poderia assegurar e fortalecer a vida cultural do município, iniciando-se os esforços, junto aos poderes municipais e ao Governo do Estado, para que a cidade pudesse ter o seu museu.

A RESENHA

A professora destacou temas enunciados pela produção fílmica, dialogando com a realidade local, regional e nacional. Pelo protagonista ser uma criança, abordou sobre o esquecimento que o mundo dos adultos relega para o mundo das crianças, provocando silenciamentos, invisibilidades e perigos como os atuais bullying e baleia azul. Não foram esquecidas as reformas trabalhistas, da previdência e as suas reações como a Greve Geral da sexta-feira, dia 28 de Abril de 2017.

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Dentre os aspectos fílmicos, destacou a trilha sonora extremamente melancólica, profunda, capaz expressar a raiz da alma daqueles tempos que foram marcados por tristezas não ditas. Apontou a diferença que essa produção tem no cenário nacional ao narrar sobre ditadura, propondo uma outra forma, um outro estilo, que não atendeu às expectativas de muitos.

O PROJETO

O RESENHA CINE MRA nasce do entendimento pressuposto que os filmes são um testemunho material da humanidade, carregando representações de tempo, espaço e ideias. Dessa forma, devemos perceber que o estudo, reflexão, debate, e exposição desses fazem parte do que se define como a identidade dos museus.

A tríade preservação, investigação e comunicação definem a base de sustentação de museus e, portanto, no tangente à última que se inserem as ações educativas como forma de estabelecer uma mediação entre os públicos (no plural entendendo a sua não uniformidade) e os bens culturais, intentando respeito e valorização do patrimônio cultural. Desta forma, a iniciativa é mais um dos eventos culturais sistematizados de forma programática que são promovidos pelo MRA, a exemplo o Domingo Tem Museu que acontece em parceria com a Companhia CUCA de Teatro e o Museu vai à escola. Essa nova proposta, que tem seu emergir nas comemorações da passagem do 50º Aniversário do Museu Regional de Arte, vem sendo organizada por uma equipe multidisciplinar do MRA e, nasce, a partir de reflexões sistemáticas promovidas pelo Atelier de Conservação Preventiva, um espaço multiuso do museu.

Wíllivan do Carmo Santos

Intercâmbios institucionais: transitos do Sertão ao Recôncavo

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Exposição CACHOEIRA MRA
Nosso banner horizontal para divulgação local da exposição TRANSITANDO DO SERTÃO AO RECÔNCAVO. Ele evoca as formas geométricas propostas pela Imperial Ponte Dom Pedro II, nos permitindo ver horizontes brancos e partes da peça O FLAGELO DE LUCAS DA FEIRA de Carlo Barbosa.

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Dando continuidade às conexões culturais e institucionais estabelecidas entre o Museu Regional de Arte (MRA) e a Fundação Hansen Bahia (FHB), a exposição Transitando do Sertão ao Recôncavo: a estética do acervo MRA/CUCA/UEFS em pauta na Fundação Hansen Bahia leva uma constelação de estrelas do MRA a outros olhares que estão para além dos limites da Princesa do Sertão.  Essa exposição é fruto da supracitada parceria que, outrora, firmou  a exposição Exposição Hansen Bahia Vida e Obra, no ano de 2016, entre os meses de maio a  setembro.

Localizada à Rua Treze de Maio, na cidade de Cachoeira, FHB comportou uma linda noite de abertura de exposição. A vernissage ocorreu na noite da  última quarta-feira, 19 de abril de 2017. A abertura da exposição contou com falas do Secretário de Cultura e Turismo do Município de Cachoeira José Luiz Anunciação Bernardo, do Coordenador Executivo da FHB Elias Gomes de Souza , do Gerente Técnico da FHB Jomar Lima , do Diretor do MRA Cristiano Silva Cardoso e do Assessor de Cultura do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) Dênio José de Cerqueira, estiveram, ainda,  o historiador Aldo José Morais e a administradora do CUCA Valéria da Silva Oliveira Oliveira.

A noite ficou, ainda, mais charmosa com a apresentação do grupo B².W. que se define enquanto um grupo de dança de Hip Hop da cidade de Cachoeira, composto por jovens que possuem o interesse pela dança e que através da expressão corporal visam comunicar-se. Cheios de poder, ritmo e vibrações musicais, o grupo energizou o ambiente, dançando temas musicais que, para citar alguns, passeava pelo pop da cantora norte americana Rihanna, com a música Man Down.

A exposição traz à luz obras de artistas baianos que compõem o acervo do MRA. A custura museológica, emerge um transe, trouxe Hansen para receber outros monstros sagrados das artes visuais na Bahia e, dessa forma, o próprio Hansen estava exposto com uma xilogravura de 1970. Dentre os visitantes estiveram Maria Nazaré e Jorge Galeano que esteve em exposição no MRA em 2016, a artista Graça Ramos com acervo atualmente em exposição no MRA, Carlo Barbosa que nomeia a Galeria do CUCA, Gil Mário que é o autor do Selo Comemorativo dos 50 anos do MRA. Mas, não somente esses. Nomes como Rosalice, Maristela Ribeiro, Leonel Mattos, Juracy Dórea, Carybé, Calasans Neto, Pedro Roberto e muitos outros.

 

Mereceu especial destaque a obra O FLAGELO DE LUCAS DA FEIRA. Magnífica e pomposa obra de Carlo Barbosa, tem dimensões de 240 x 150 cm com técnica acrílica sobre tela. Pauta uma composição que materializa a preservação de reminiscências históricas da cidade. A peça que já foi exposta no Paço Municipal hoje está sob os cuidados do MRA (Museu Regional de Arte) e faz referência à memória de um personagem social de Feira de Santana que simboliza, entre outras coisas, insurgência à opressão racial, numa inquietação que não nasce da individualidade, mas sim, de um sentido coletivo e social.

 

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A mostra comemorativa dos 50 anos do MRA realizada em parceria com a FHB.

Até 01 de julho de 2017.

Rua Treze de Maio, Cachoeira.
Highlights info row image (75) 3425-1453

Highlights info row imageSeg a sex; 09:00 às 17:00

 

 

Edição final: Wíllivan do Carmo Santos