Segunda edição do Resenha Cine MRA

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Primor e brilho. Três filmes tiveram destaque na segunda edição do Resenha Cine MRA com a participação do Professor Silvério Duque. Licenciado em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana, atua como docente de Literatura Brasileira, como crítico literário e poeta. É autor de cinco livros de poesia: “O crânio dos Peixes”, “Baladas e outros aportes de viagem”, “A pele de Esaú”, “Ciranda de Sombras” e “Do Coração dos malditos”.

Os filmes que serviram para o debate foram três, numa proposta de análise a partir de Freud. Diante do título Belezas de um Filme Freudiano – UM BREVE PANORAMA PSICANALÍTICO DO CINEMA AMERICANO EM TRÊS ATOS, Silvério conversou sobre os filmes Cisne Negro, Mary & Max e Vicky Cristina Barcelona.

Dirigido por Darren Aronofsky, o Cisne Negro é um filme de 2010. O debatedor trouxe visibilizadade às belezas agônicas delineada por esse diretor e que estão presentes do supracitado filme, abordando como a protagonista desenvolve suas pertubações durante o processo de amadurecimento.

Adam Elliot, na leitura de Silvério, trouxe o foço das improbabilidades ou os abismos sucessivos em Mary & Max. 

 

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O Colégio Estadual Luiz Viana Filho estabeleceu um profícuo diálogo para fruição do patrimônio a partir de leituras protagonistas entre o MRA e a Fundação Hansen Bahia. A equipe sintetiza de maneira proveitosa o ensejo das discussões contemporâneas sobre patrimônio, não só para falar de identidade cultural, mas principalmente, para enfocar a necessidade de políticas de incentivo ao reconhecimento e valorização de nossa memória, condição primordial para construção do futuro. Saudações a brilhante equipe. O Museu Regional de Arte se coloca enquanto parceiro tanto do Luiz Viana quanto das demais unidades escolares de Feira e Região, no intuito de pautar o patrimônio enquanto conteúdo interdisciplinar de conhecimento e vivencias.

Conheça o trabalho aqui

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O Colégio Estadual luiz Viana Filho estabeleceu um profícuo diálogo para fruição do patrimônio a partir de leituras protagonistas entre o MRA e a Fundação Hansen Bahia. A equipe sintetiza de maneira proveitosa o ensejo das discussões contemporâneas sobre patrimônio, não só para falar de identidade cultural, mas principalmente, para enfocar a necessidade de políticas de incentivo ao reconhecimento e valorização de nossa memória, condição primordial para construção do futuro. Saudações a brilhante equipe. O Museu regional de arte se coloca enquanto parceiro tanto do Luiz Viana quanto das demais unidades escolares de Feira e Região para pautar o patrimônio enquanto conteúdo interdisciplinar de conhecimento.

Conheça o texto das Narrativas


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90 anos de Escola Normal de Feira de Santana

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Fotografia do prédio da Antiga Escola Normal, atual Museu Regional de Arte. Reprodução: Facebook.
Fotografia do prédio da Antiga Escola Normal, atual Museu Regional de Arte. Reprodução: Facebook.

No ano de 1935 passou a ser denominada Escola Normal Rural de Feira de Santana, mudando, em 1949, a sua nomenclatura para Escola Normal e Ginásio Estadual de Feira de Santana, agregando cursos ginasiais sem trazer prejuízos ao ensino normal. Em 1943, a instituição foi transferida para o 1º andar da Prefeitura Municipal, devido a ocupação do prédio pelas Forças Militares durante a Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, a instituição desenvolveu-se para a criação do que viria a ser o Colégio Estadual de Feira de Santana e, em 1962 (24 de fevereiro), o Instituto de Educação Gastão Guimarães, atendendo a uma proposta da Câmara dos Vereadores Municipais.

A professora Ione Celeste escreveu  um livro discutindo a importância da Escola Normal e de suas alunas: as normalistas. Com o título Garotas Tricolores, Deusas Fardadas: as normalistas em Feira de Santana,  a autora discute sobre  processo de escolarização massificador que ocorreu na sociedade brasileira, durante a primeira metade do século XX.

Referências:
CRUZ, Antônio Roberto Seixas. Mestras e mestres para o sertão: criação e funcionamento da Escola Normal de Feira de Santana.
LIMA, Soraya Maltez Carvalho. Registro das transformações do prédio da rua Conselheiro Franco, 66.
Amanda da Silva Borges e Wíllivan do Carmo Santos

 

 

Meio século, uma nova proposta

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resenha cine mra logo

Na última quarta-feira, 26 de abril de 2017, a partir das 18:00 horas, aconteceu a primeira edição do mais novo projeto do Museu Regional de Arte. O RESENHA CINE MRA, em sua primeira edição, contou com a colaboração da Professora Doutora Ana Maria Carvalho dos Santos na qualidade de debatedora para discutir a representação da Ditadura-Civil Militar no filme O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS.

A supracitada professora possui doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco, obtendo o título em 2008; mestrado em História pela Universidade Federal da Bahia em 2000; Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana no ano de 1991 e graduação em Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Feira de Santana em 1987. Atualmente é professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana, com  experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: modernidade, modernização, cidade, cotidiano, recôncavo sul, propriedades agrárias na Bahia do século XIX, ditadura civil-militar.

Com direção de Cao Hamburger, O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS é um drama brasileiro que, em 110 minutos, conta a história de um garoto de 12 anos que tem o seu cotidiano abalado pelas férias , inesperada, dos seus pais. A história se passa em 1970, ano do tricampeonato da Seleção brasileira e de fortes repressões do regime militar.

Nesse cenário, em 1967, nasce  o Museu Regional de Arte na cidade de Feira de Santana, interior da Bahia. A década de 1960 foi um período de intensas transformações na sociedade feirense, pois os grupos de intelectuais, artistas e políticos percebiam que a cidade crescia e se industrializava rapidamente, o que provocava entusiasmo e preocupação. Tanto os adeptos da modernização como os defensores da cidade tradicional acreditavam, porém, que a criação de um museu em Feira de Santana poderia assegurar e fortalecer a vida cultural do município, iniciando-se os esforços, junto aos poderes municipais e ao Governo do Estado, para que a cidade pudesse ter o seu museu.

A RESENHA

A professora destacou temas enunciados pela produção fílmica, dialogando com a realidade local, regional e nacional. Pelo protagonista ser uma criança, abordou sobre o esquecimento que o mundo dos adultos relega para o mundo das crianças, provocando silenciamentos, invisibilidades e perigos como os atuais bullying e baleia azul. Não foram esquecidas as reformas trabalhistas, da previdência e as suas reações como a Greve Geral da sexta-feira, dia 28 de Abril de 2017.

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Dentre os aspectos fílmicos, destacou a trilha sonora extremamente melancólica, profunda, capaz expressar a raiz da alma daqueles tempos que foram marcados por tristezas não ditas. Apontou a diferença que essa produção tem no cenário nacional ao narrar sobre ditadura, propondo uma outra forma, um outro estilo, que não atendeu às expectativas de muitos.

O PROJETO

O RESENHA CINE MRA nasce do entendimento pressuposto que os filmes são um testemunho material da humanidade, carregando representações de tempo, espaço e ideias. Dessa forma, devemos perceber que o estudo, reflexão, debate, e exposição desses fazem parte do que se define como a identidade dos museus.

A tríade preservação, investigação e comunicação definem a base de sustentação de museus e, portanto, no tangente à última que se inserem as ações educativas como forma de estabelecer uma mediação entre os públicos (no plural entendendo a sua não uniformidade) e os bens culturais, intentando respeito e valorização do patrimônio cultural. Desta forma, a iniciativa é mais um dos eventos culturais sistematizados de forma programática que são promovidos pelo MRA, a exemplo o Domingo Tem Museu que acontece em parceria com a Companhia CUCA de Teatro e o Museu vai à escola. Essa nova proposta, que tem seu emergir nas comemorações da passagem do 50º Aniversário do Museu Regional de Arte, vem sendo organizada por uma equipe multidisciplinar do MRA e, nasce, a partir de reflexões sistemáticas promovidas pelo Atelier de Conservação Preventiva, um espaço multiuso do museu.

Wíllivan do Carmo Santos

Intercâmbios institucionais: transitos do Sertão ao Recôncavo

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Exposição CACHOEIRA MRA
Nosso banner horizontal para divulgação local da exposição TRANSITANDO DO SERTÃO AO RECÔNCAVO. Ele evoca as formas geométricas propostas pela Imperial Ponte Dom Pedro II, nos permitindo ver horizontes brancos e partes da peça O FLAGELO DE LUCAS DA FEIRA de Carlo Barbosa.

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Dando continuidade às conexões culturais e institucionais estabelecidas entre o Museu Regional de Arte (MRA) e a Fundação Hansen Bahia (FHB), a exposição Transitando do Sertão ao Recôncavo: a estética do acervo MRA/CUCA/UEFS em pauta na Fundação Hansen Bahia leva uma constelação de estrelas do MRA a outros olhares que estão para além dos limites da Princesa do Sertão.  Essa exposição é fruto da supracitada parceria que, outrora, firmou  a exposição Exposição Hansen Bahia Vida e Obra, no ano de 2016, entre os meses de maio a  setembro.

Localizada à Rua Treze de Maio, na cidade de Cachoeira, FHB comportou uma linda noite de abertura de exposição. A vernissage ocorreu na noite da  última quarta-feira, 19 de abril de 2017. A abertura da exposição contou com falas do Secretário de Cultura e Turismo do Município de Cachoeira José Luiz Anunciação Bernardo, do Coordenador Executivo da FHB Elias Gomes de Souza , do Gerente Técnico da FHB Jomar Lima , do Diretor do MRA Cristiano Silva Cardoso e do Assessor de Cultura do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) Dênio José de Cerqueira, estiveram, ainda,  o historiador Aldo José Morais e a administradora do CUCA Valéria da Silva Oliveira Oliveira.

A noite ficou, ainda, mais charmosa com a apresentação do grupo B².W. que se define enquanto um grupo de dança de Hip Hop da cidade de Cachoeira, composto por jovens que possuem o interesse pela dança e que através da expressão corporal visam comunicar-se. Cheios de poder, ritmo e vibrações musicais, o grupo energizou o ambiente, dançando temas musicais que, para citar alguns, passeava pelo pop da cantora norte americana Rihanna, com a música Man Down.

A exposição traz à luz obras de artistas baianos que compõem o acervo do MRA. A custura museológica, emerge um transe, trouxe Hansen para receber outros monstros sagrados das artes visuais na Bahia e, dessa forma, o próprio Hansen estava exposto com uma xilogravura de 1970. Dentre os visitantes estiveram Maria Nazaré e Jorge Galeano que esteve em exposição no MRA em 2016, a artista Graça Ramos com acervo atualmente em exposição no MRA, Carlo Barbosa que nomeia a Galeria do CUCA, Gil Mário que é o autor do Selo Comemorativo dos 50 anos do MRA. Mas, não somente esses. Nomes como Rosalice, Maristela Ribeiro, Leonel Mattos, Juracy Dórea, Carybé, Calasans Neto, Pedro Roberto e muitos outros.

 

Mereceu especial destaque a obra O FLAGELO DE LUCAS DA FEIRA. Magnífica e pomposa obra de Carlo Barbosa, tem dimensões de 240 x 150 cm com técnica acrílica sobre tela. Pauta uma composição que materializa a preservação de reminiscências históricas da cidade. A peça que já foi exposta no Paço Municipal hoje está sob os cuidados do MRA (Museu Regional de Arte) e faz referência à memória de um personagem social de Feira de Santana que simboliza, entre outras coisas, insurgência à opressão racial, numa inquietação que não nasce da individualidade, mas sim, de um sentido coletivo e social.

 

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A mostra comemorativa dos 50 anos do MRA realizada em parceria com a FHB.

Até 01 de julho de 2017.

Rua Treze de Maio, Cachoeira.
Highlights info row image (75) 3425-1453

Highlights info row imageSeg a sex; 09:00 às 17:00

 

 

Edição final: Wíllivan do Carmo Santos

Primeiramente: obrigado, Protezione!

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As parcerias para dinamizar o patrimônio cultural são, sempre, bem vindas, e certamente, contam com reconhecimento de amplo alcance. Como forma de homenagem a passagem dos 50 anos de existência do Museu Regional de Arte, a PROTEZIONE segurança eletrônica de Feira de Santana formalizou uma parceria com o MRA e   fez a doação de câmeras de segurança para o museu.

Tal gesto de responsabilidade social é de grande importância por  apoiar as ações culturais desenvolvidas pela instituição, estimulando, em nossa Região, a promoção da cidadania através da arte e da cultura.


Obrigado, Protezione !

O fim das cores e começo da Graça: MRA 50 anos

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Nesse 14 de março de 2017, terça-feira, deu início à desmontagem da exposição A Estética das Formas e das Cores na Pintura de Manoel D’Eça. As obras foram expostas no período compreendido entre 13 de fevereiro e 13 de março.

Nesse começo de ano, o MRA/CUCA/UEFS propuseram uma leveza e muita arte para seus visitantes. Localizado à rua Conselheiro Franco, marcada com forte histórico para a cidade de Feira de Santana, abrigo de muita cultura popular e contextos sociais variantes, o Museu Regional de Arte completa 50 anos nesse ano de 2017. Abrindo as comemorações, o MRA vem preparando e executando muitas atividades. E, a vitrine para as obras de Manoel D’Eça é apenas o primeiro passo.

O artista foi um dos  primeiros alunos das Oficinas de Criação Artística (OCA) do CUCA (UEFS) durante a década de 1990. Nesse espaço, que nutriu uma fértil amizade com Erivelton Figueiredo, professor e o artista e à época,  realizando variados estudos pictóricos. O trabalho de D´Eça já foi apreciado em diversas cidades e, em Feira de Santana,  já expôs no Centro de Cultura Amélio Amorin, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) e agora no CUCA.

“Com pinturas abstratas e que capturam a nossa atenção, nos fazendo tentar -de alguma forma- entrar na mente do artista, seu Manoel tem características próprias em sua arte. Seus trabalhos expostos mostram pinturas com traços e linhas abstratos e cores vibrantes.” (Mathues Oliveira, Garotos Distantes – Disponível em: www.garotodistante.tk )

Com 84 anos, preserva uma capacidade lúdica de tratar as linhas e as cores, abordadas de maneira vibrante e enigmática, desobrigando-o, inclusive, de seguir os postulados da representatividade para alcançar um resultado visual e o artista perfaz uma circulação pelos principais espaços culturais da região, reiterando a máxima de que arte não tem idade.

O tempo da Graça

Na noite da última quinta-feira, 23 de março de 2017, deu-se a abertura da exposição Meio Século de Arte, Graça Ramos em Pauta no MRA. A noite começou ao som da Banda Camutiê e prosseguiu com os discursos do Reitor Evandro do Nascimento Silva, da Diretor do Centro Universitário de Cultura e Arte Rosa Eugênia Vilas Boas Moreira de Santana e o coordenador do Museu Regional de Arte Cristiano Silva Cardoso representado por Marco Valério Caribé. 

Fotografia Hortência Sant’Ana

Nascida em 1948, na cidade de Feira de Santana, é uma artista formada em Artes Plásticas pela UFBA, tornando-se Mestra em Artes Plásticas pela Pensylvania State University – EUA no de 1980 e 17 anos mais tarde, 1997, concluiu Doutorado em Belas Artes na Universidade de Sevilla – Espanha. Ingressou como professora da Rede Estadual e Privada de Salvador no ano de 1972 e em 1975 torna-se professora do Departamento de Pintura da EBA – UFBA.

Participou de inúmeras exposições Coletivas e Individuais em salões nacionais e internacionais. Em 1997, palestrou sobre as “Novas rupturas do suporte pictórico”. Atualmente, vem trabalhando com técnica mista, caixas de luz, acrílica sobre tela.

 

As obras estão em exposição de 23 de março até 23 de maio no Prédio do Museu Regional de Arte, localizado na Rua Conselheiro Franco, nº 66, no campus do Centro Universitário de Arte.

50 anos da primeira instituição museológica da cidade de Feira de Santana

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Selo Comemorativo de 50 anos do Museu Regional de Arte – Arte de Gil Mário de Oliveira Menezes

 

Por Aldo José Morais Silva, historiador do CUCA/UEFS.

 

Em 26 de março de 1967 ocorreu a abertura das portas do primeiro museu da cidade, sendo, também, o primeiro a ser criado no interior do Estado, longe da capital. A inauguração do então chamado Museu Regional de Feira de Santana, além da presença da intelectualidade feirense, contou com a presença de artistas de renome nacional, como o pintor Di Cavalcanti. Havia autoridades locais e estaduais, além do embaixador inglês no Brasil, Assis Chateaubriand, grande empresário das comunicações da época, que doou boa parte do acervo da instituição.

O MRA nasceu a partir do projeto de interiorização das artes, criado por Chateaubriand, que visava a abertura de museus fora das grandes capitais do país. Mas hoje, 50 anos após o seu nascimento, qual o significado do Museu Regional de Arte (MRA)? Seguramente, é bem outro o cenário atual. Ao completar meio século de existência, o MRA, felizmente, já não figura solitário como instituição museológica no interior do Estado e, em particular, em Feira de Santana.

Nesse sentido, é impossível ignorar o papel pioneiro do museu feirense, não por mostrar-se um exemplo da viabilidade de projetos dessa natureza, mas por ser, em Feira, um espaço que de fato estimulou o desenvolvimento das artes visuais, realizando mostras e salões de arte (agora resgatados) e criando uma ambiência estimulante para o surgimento e afirmação de alguns dos principais nomes das artes plásticas, como Juraci Dórea, Graça Ramos, Cesar Romero e Gil Mário Menezes, artistas que, aliás, agracia-nos com a elaboração da identidade visual das comemorações pelo cinquentenário.

Os frutos desse papel vivificador inicial ainda são colhidos hoje. A cidade conta, na atualidade, com um cenário artístico consolidado e em permanente renovação, um legado direto do papel desempenhado pelo Museu Regional de Arte em sua trajetória. E se essa é a realidade feirense, o MRA já não tem mais a oferecer à comunidade? É justo o contrário. Numa sociedade cada vez mais plural e dinâmica, o MRA tem diante de si renovados os desafios de socializar o acesso à arte e o seu reconhecimento, nas suas mais diversas formas de expressão e linguagem. Fazer da arte um elemento presente, cada vez mais e cada vez mais cedo, na vida de todos é uma das principais funções do MRA. Essa é uma meta ambiciosa, sem dúvida, mas se a história do MRA tem algo a nos dizer, com tudo o que nos foi proporcionado nos últimos 50 anos, é que não se acomodarão seus dirigentes. Consequentemente, permanecerá sendo uma referência para a cultura de Feira de Santana e de sua região e um motivo de orgulho para a Bahia.

Identidade Visual 2016 – 100 anos do Prédio do MRA

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Emanoel Araújo, 1967, 75 x 66,5 cm, com a técnica de xilogravura.

A identidade visual e o layout do site do Museu  Regional de Arte tem inspiração na xilogravura de Emanoel de Araújo. Esse renomado  artista visual, com reconhecida atuação no campo curatorial, foi responsável pela 1ª exposição do Museu Regional de Arte no ano de 1967 em Feira de Santana.

Nesse no ensejo comemorativo, elaborou e doou uma xilogravura colorida ao museu. Foi nessa perspectiva de referendar a importância da instituição para a cidade de Feira de Santana e desse artista para a cultura brasileira, que projetamos a identidade visual do site, remetendo a figura de um boi sob o sol escaldante do sertão, numa composição rica em plasticidade e simbologia, visceralmente articulada a estética modernista, carro chefe do museu .

Edição comemorativa do Domingo Tem Museu

Nesse domingo, 26 de março, dia do aniversário dos 50 anos do Museu Regional de Arte, aconteceu a 7ª edição do Domingo Tem Museu. A edição comemorativa contou com a presença da música da Diretora do CUCA Rosa Eugênia Vilas Boas Moreira de Santana e de um grupo musical composto por Gibson Mattos (vocal), Isaque de Jesus (percussão), Letícia Lima (percussão), Lucas (violão), Fellipe Dias  (violão) e Caique Acauã (teclado).

A manhã esteve mais graciosa com a presença dos candidatos a Mister e Miss Feira de Santana Michele Estrela, Andréa Rosa, Renan Barbosa, Alex CruzJadson Xavier  e do diretor e colunista social Ailton Pitombo, juntamente com Betânia Knoedt.  

6ª Edição do Domingo Tem Museu

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Neste domingo, 12 de Março de 2017, ocorreu a sexta Edição do Domingo tem Museu do Museu Regional de Arte. Em acontecimento simultâneo ao Domingo Tem Teatro, o evento procura ofertar o MRA como lugar de lazer e sociabilidades dominicais.

Ao som do grupo musical composto por Gibson Mattos (vocal), Isaque de Jesus (percussão), Letícia Lima (percussão), Lucas (violão), Fellipe Dias  (violão) e Caique Acauã (teclado), a manhã contou com a visitação à Exposição A estética das formas e das cores na pintura de Manoel D’ Eça, releitura das obras em exposição com a monitoria de Flávia Borges e oficina de pintura com Luciano dos Anjos. Nos intervalos do som acústico, Poesia no Museu com Jess Manfredini e declamações com Júlio Firmo.

A manhã, com total descontração e energia, foi melhorada com a presença do cantor  Guymeo Jumonji que tocou e cantou para o público presente na edição do evento. Som, cor e energia foram os produtos principais de uma manhã inesquecível na cidade de Feira de Santana.